O Perigoso Poder dos "Influenciadores" Digitais
Vivemos na era digital, em que qualquer pessoa com um celular e uma conexão à internet pode se tornar "influenciador(a)". Até aí, tudo bem... a democratização da voz e da informação é um dos grandes trunfos da tecnologia. o problema é quando essa voz é usada para propagar o vazio, a ostentação sem propósito e, pior, práticas que beiram a irresponsabilidade social... é exatamente isso que estamos vendo com uma frequência cada vez mais alarmante nas redes sociais.
Hoje em dia, basta abrir o Instagram ou o TikTok pra ver a mesma coisa: gente mostrando carrão, viagens de luxo, roupas de grife e uma vida que parece tirada de filme. Só que, quando a gente para pra olhar com mais calma, percebe que tem algo muito errado nisso tudo. Vivemos num tempo em que ser “influenciador(a)” virou sinônimo de ostentar. O problema? É que tem muita gente vendendo uma vida que nem é real, só pra ganhar visualização, curtidas e dinheiro fácil... no meio disso, o que sobra pro público? Quase nada. Só frustração, ansiedade e, às vezes, até dívidas.
Em muitos perfis, o conteúdo gira em torno de carros importados, mansões alugadas para vídeos, viagens extravagantes e roupas de grife. o cenário é sempre o mesmo: um influenciador ou influenciadora falando sobre "conquistas", como se esses bens materiais fossem a única métrica de sucesso. quando você presta atenção, percebe que não há conteúdo, não há ensinamento, não há construção, apenas uma vitrine vazia. vamos falar a real: o que muda na sua vida ver alguém abrindo uma Lamborghini que provavelmente nem é dele? ou fazendo tour por uma mansão que foi alugada só pra gravar vídeo?
Esse tipo de conteúdo virou moda. mas não ensina nada, não inspira ninguém de verdade, e só serve pra alimentar ego e criar um padrão inalcançável pra grande parte das pessoas. É uma comparação constante com algo que, muitas vezes, nem existe de verdade. aí fica aquele ciclo: você assiste, se sente mal por não ter aquilo, continua assistindo, tenta correr atrás de uma vida parecida... e, muitas vezes, acaba gastando tempo e dinheiro em coisas sem sentido. a ostentação virou estratégia de marketing. mostrar riqueza, mesmo que ilusória, é uma forma de atrair atenção, engajamento e, por consequência, dinheiro. mas para o seguidor comum (o jovem que está ali,consumindo esse conteúdo diariamente) o impacto é devastador: gera frustração, ansiedade, sensação de fracasso, e o mais perigoso: a ideia de que o valor de uma pessoa está nos bens que ela possui, e não no que ela é ou no que faz.
apologia às apostas: um desserviço social
E se a ostentação já é um problema, o que dizer da enxurrada de influenciadores promovendo casas de apostas online? em troca de dinheiro fácil, esses criadores de conteúdo vendem para o público a ilusão de riqueza instantânea. mostram extratos com valores altíssimos, supostas "vitórias" como se fosse comum alguém ganhar milhares de reais apenas com alguns cliques. o que não mostram é a quantidade absurda de pessoas que perdem tudo: dinheiro,saúde mental,relacionamentos...tentando replicar aquilo. essas casas ganham dinheiro em cima de quem perde, e os influenciadores ganham com os seus cliques e cadastros. ou seja: ninguém ali tá preocupado com seu bem-estar ou com sua vida financeira. só estão preocupados apenas com o próprio bolso. promover esse tipo de conteúdo pra um público não só de jovens,mas também de adultos, pais/mães de família,e muitas vezes vulnerável, é no mínimo irresponsável. e a gente precisa começar a questionar esses tipos de influências
O conteúdo inútil que viraliza: danças, dancinhas e... mais dancinhas
Outra faceta preocupante do universo digital atual é a banalização completa do que viraliza. vídeos curtos de pessoas dançando, fazendo “trend” ou pegadinhas forçadas são consumidos em massa. não há nada de errado em se divertir... o problema é quando esse tipo de conteúdo ocupa quase todo o espaço na timeline das pessoas, ofuscando criadores que têm algo realmente relevante a dizer. a popularização de vídeos vazios contribui para a perda de senso crítico, para o imediatismo e para a dependência de estímulos superficiais. as redes sociais estão se tornando uma fábrica de dopamina barata, onde quanto menos você pensar, melhor.
O que realmente importa: conhecimento, reflexão e propósito
Está mais do que na hora de questionar o que estamos consumindo... que tipo de influência estamos permitindo que entre nas nossas vidas? precisamos resgatar o valor do conteúdo que ensina, que inspira, que promove debates e reflexões úteis para a sociedade. Criadores que falam sobre ciência, história, finanças com responsabilidade, política, saúde mental, literatura, filosofia, tecnologia...enfim, qualquer coisa que vá além do “olha o que eu comprei” ou “olha como eu sou rico”. é preciso incentivar o pensamento crítico, a busca por conhecimento e a troca de ideias construtivas. a internet tem um potencial transformador imenso, mas estamos desperdiçando isso com vídeos descartáveis e influenciadores que vivem de alimentar vaidades vazias.
No fim das contas, o problema não é a internet. O problema é a forma como a gente escolhe usar ela,e quem a gente escolhe escutar. precisamos dar um basta em dar palco pra quem só quer mostrar o que tem (ou finge que tem). precisamos dar espaço pra quem tem conteúdo de verdade. para quem agrega de verdade, para quem faz a gente pensar. não precisamos de vídeo de ostentações e venda de ilusões. nós precisamos de mais conteúdos que transformem,nos ensine a pensar e refletir,e que agregue valor e conhecimento para todos.
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